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 A Folha de S. Paulo em 30.12.2011 publicou um resumo do que foi a discussão com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, no Twitter, abaixo:

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, enfrentou ontem uma polêmica no Twitter por conta da medida provisória que criou um cadastro nacional para grávidas em situação de risco.

“A redação da MP é autoritária, prega controle absoluto sobre o corpo da gestante e fecha qquer porta p/ descriminalização do aborto no Brasil [sic]“, postou uma seguidora do ministro.

Os questionamentos continuaram durante a tarde. “Prezado @padilhando, gravida q n se cadastrar vai presa? E cadastrada q abortar espontaneamente vai presa [sic]?”, postou outra.

Padilha respondeu a parte das críticas no microblog. “Gente, confundir Universal com obrigatório é demais, hein?! SUS busca ser universal MAS ninguém é obrigado a se submeter a atendimento”, escreveu ele.

O assessor especial do ministro, Fausto Pereira dos Santos, afirmou à Folha que a polêmica é “vazia”. Segundo ele, o cadastro não expõe as mulheres, pois é protegido por sigilo profissional.

“Não existe um sistema que vai pegar a paciente [de um abortamento inseguro] na urgência e cruzar com este cadastro. Não vai acender uma luz vermelha”, disse. (Fonte: CEBES – Centro Brasileiro de Estudos em Saúde em 30/12/2011)

No link abaixo, confira a conversa no Twitter entre Túlio Vianna e o ministro Padilha sobre o assunto:
http://bettween.com/tuliovianna/padilhando

Opiniões relacionadas ao assunto, abaixo:

Veja também a matéria comentando as críticas à Medida Provisória nº 557 e a criação (29/12/2011) do estatuto da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Enserh) . Empresa pública, de direito privado e patrimônio próprio,  que será responsável por administrar os hospitais universitários. Prestará gratuitamente serviços de assitência médico-hospitalar e ambulatorial, assim como prestará apoio às universidades no que diz respeito a ensino, pesquisa e extensão. A empresa terá patrimônio de R$ 5 milhões e contratará servidores por meio de concurso público.
Governo vai listar gestantes a fim de reduzir a mortalidade no país (Correio Braziliense em 30/12/2011)  Para críticos, a medida pode facilitar a perseguição de mulheres que fizerem aborto.

Além de “Feministas contestam sistema de cadastro e vigilância de gestantes” (Sul21 em 03/01/2012)

Sul21 em 28/09/2011

No Dia de Luta pela Descriminalização do Aborto na América Latina e Caribe, o tema – considerado tabu na sociedade brasileira – figurou entre os assuntos mais comentados no Twitter nesta quarta-feira (28). Entidades feministas lançaram uma campanha com o lema: “Educação sexual para decidir, anticoncepcionais para não abortar, aborto legal para não morrer”. Com a hashtag #legalizaroaborto, os usuários do Twitter expressaram opiniões divergentes sobre o tema.

A data marca a luta das mulheres por um direito que já é garantido às européias, estadunidenses e canadenses: o direito de interromper uma gravidez indesejada. No entendimento das entidades feministas, a proibição do aborto na maioria dos países da região não impede que as mulheres recorram à prática para interromper uma gravidez indesejada. De acordo com informações da Rede Feminista de Saúde, mais de quatro milhões de mulheres latino-americanas e caribenhas abortam a cada ano. Deste número, cerca de seis mil mulheres morrem em decorrência da prática do aborto inseguro.

Estas entidades aproveitaram o dia para denunciar a criminalização da prática que leva muitas mulheres a procurar clínicas clandestinas para realizar o procedimento. Informações da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que o aborto inseguro é uma das principais causas de morte materna no mundo. A Pesquisa Nacional do Aborto, publicada pela Universidade de Brasília (UNB) em 2011, estimou que 1 em cada 5 mulheres brasileiras já realizaram aborto, sendo que metade delas foram internadas devido a complicações causadas pelo procedimento.

Outro levantamento realizado pela Universidade de São Paulo (USP) constatou que, entre 1995 e 2007, a curetagem pós-aborto foi a cirurgia mais realizada no Sistema Único de Saúde (não foram levadas em conta cirurgias cardíacas, partos e pequenas intervenções que não exigem a internação do paciente). Foram 3,1 milhões de curetagens e estima-se que a maioria delas sejam decorrentes de abortos provocados.

Além do problema de saúde pública, a Campanha ainda considera o aborto como uma questão de direitos humanos e de democracia, em que a mulher tem o direito de decidir sobre a gravidez. Ao mesmo tempo, as organizações ligadas à Campanha também defendem o Estado laico e apontam a descriminalização do aborto como uma questão de justiça social, já que quem mais sofre com o aborto inseguro é a mulher pobre.

Com informações do blog Aborto em Debate

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