Komen

ESPANHA

O Partido Popular do Estado Espanhol anunciou hoje (01 Fev. 2012)  que pretende revogar a lei do aborto e regressar a um passado distante, onde apenas será reconhecido o direito a interromper a gravidez em caso de violação, malformação do feto ou risco para a saúde da mulher. O governo de direita do Estado Espanhol anunciou hoje que pretende revogar a atual lei do aborto aprovada em 2010. Em declarações ao jornal El Pais, o ministro da Justiça espanhol, Alberto Ruiz-Gallardón adiantou que vai acabar com o modelo de prazos (atualmente, a mulher pode abortar até às 14 semanas) e regressar à lei assente em três pressupostos: violação, malformação do feto ou risco para a saúde da mulher. O Partido Popular pretende, também, deixar de reconhecer a autonomia de decisão das jovens entre os 16 e os 18 anos, negando o direito à interrupção da gravidez, mesmo em casos de malformação do feto ou riscos para a saúde, sem a autorização dos pais. [1]

ESTADOS UNIDOS

Em plena campanha eleitoral, nos Estados Unidos, o Papa Bento XVI atacou os planos do presidente Barack Obama de reembolsar a contracepção e a pílula do dia seguinte, como parte do plano americano de assistência à saúde, fazendo um apelo aos católicos a se mobilizarem contra essa possibilidade.  Numa campanha eleitoral onde a religião está onipresente, o principal candidato republicano católico é o conservador Rick Santorum. Em 2008, 54% dos católicos americanos votaram no democrata Barack Obama, muito mais do que todas as outras religiões cristãs. Foram numerosos os Latinos católicos a se pronunciarem pelo primeiro presidente negro da história americana. A Santa Sé, apesar de uma simpatia real pela personalidade de Obama, considera os republicanos mais seguros, devido a suas posições em defesa do “direito à vida”. [2]

ESTADOS  UNIDOS  – CASO KOMEN – POLÊMICA

A organização Susan G. Komen for the Cure, que investiga o câncer de mama, enfrentou grande controvérsia essa semana quando decidiu cortar suas doações ao programa de mamografias da organização Planned Parenthood. “Queremos pedir desculpas ao povo americano por nossas decisões recentes, que colocaram em dúvida nosso compromisso com a nossa missão de salvar a vida das mulheres” afirmaram em um comunicado.

Tudo começou quando a organização The Associated Press informou que a Komen teria adotado critérios que excluiam doações financeiras para a organização Planned Parenthood. Tais critérios estariam ligados ao fato de que a Planned Parenthood é uma das organizações norte-americanas que oferece serviços ligados ao abortamento, bem como de que a organização estaria sob investigação do governo norte-americano. Essa investigação teria sido iniciada por representantes anti-aborto dentro do Congresso Americano. Após a denúncia, a Komen tentou explicar-se dizendo que os critérios não haviam sido estimulados por grupos anti-aborto.

“Vamos seguir financiando as doações existentes, incluindo aquelas ligadas à Planned Parenthood, e preservaremos sua elegibilidade para solicitar subsídios no futuro”, declarou em comunicado. [3]

Diante do fato de que estariam sem subsídios da Komen para mamografias, a Planned Parenthood recebeu mais de 1 milhão de dólares de outras fontes, somente durante essa semana. Bem mais do que os 680 mil dólares que a Komen iria doar para mamografias.

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