Anualmente, 16 milhões de adolescentes, entre 15 e 19 anos, dão a luz um bebê
A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta para o grande número de mães adolescentes em todo o mundo, justamente durante as comemorações pelo Dia das Mães. Calcula-se que uma em cada cinco meninas fica grávida até os 18 anos. Anualmente, 16 milhões de adolescentes, entre 15 e 19 anos, dão a luz um bebê.
Em muitos locais do mundo, as mulheres são pressionadas a casar-se e ter filhos com pouca idade, o que justifica os altos índices de gravidez na adolescência. Nos países pobres, mais de 30% das jovens casam-se antes de completar 18 anos.
A pouca escolaridade também contribui para a gravidez precoce. “As taxas de gestação entre mulheres com menos estudo é maior em comparação à das mulheres com mais anos de educação”, diz comunicado da OMS.
De acordo com a organização, muitas adolescentes não sabem como evitar uma gravidez ou não têm acesso aos métodos contraceptivos.
Outra preocupação é quanto aos problemas de saúde provocados por uma gestação na adolescência. Complicações na gravidez e no parto são a primeira causa de morte entre meninas de 15 a 19 anos em países pobres.
Ter bebês durante a adolescência traz sérias consequências para a saúde da garota e da criança, especialmente em locais onde os sistemas de saúde são deficientes. Em alguns países, as adolescentes recebem menos cuidados durante e depois do parto em comparação às adultas”.
As garotas também se sujeitam mais a abortos ilegais. Cerca de 3 milhões de adolescentes de 15 a 19 anos fazem abortos inseguros todos os anos.
Fonte: Agência Brasil no R7 notícias em 12/05/2012
Documento em Inglês: Preventing early pregnancy and poor reproductive outcomes among adolescents in developing countries (WHO, Maio 2012)
Fatos em Inglês: Adolescent pregnancy (WHO – Maio 2012)
Mais informações em Inglês: http://www.who.int/maternal_child_adolescent/documents/preventing_early_pregnancy/en/index.html
O caso de uma menina de 11 anos grávida, cuja mãe pediu à Justiça que fosse permitida a interrupção da gestação por se tratar de fruto de abusos sexuais, mas inesperadamente desistiu da ideia, reacendeu na Argentina a polêmica sobre a legalização do aborto. Organizações sociais denunciaram nesta sexta-feira que a família da menina, grávida de três meses, pode ter sofrido pressão, já que sua mãe apresentou-se inesperadamente nos tribunais da província argentina de Entre Ríos para desistir do pedido de aborto.
Estela Díaz, representante da Campanha Nacional pelo Aborto Seguro e Gratuito, integrado por várias entidades, indicou à imprensa que “os advogados (das ONG) estão investigando o tema para tomar providências”. A mãe da menina, que mudou de parecer depois de uma audiência com o juiz do caso, Raúl Tomaselli, “foi intimidada, pressionada e manipulada para que retirasse o pedido de interrupção da gravidez”, indicou por sua vez um comunicado da Campanha.
A advogada María Benítez, representante legal da família da menina e do hospital da cidade de San Salvador, apresentara no último dia 16 um pedido à Justiça de Entre Ríos para que a garota fosse submetida a um aborto ao argumentar que ela sofreu abuso sexual de um jovem de 17 anos e que existia risco para sua saúde. O adolescente, que está sendo investigado por abuso sexual, foi convocado a depor pelo juiz José Tournour, mas negou-se a dar declarações, disseram porta-vozes judiciais.
O aborto é proibido por lei na Argentina, salvo em casos de risco para a vida da mãe ou abuso de mulher incapacitada. Neste segundo caso, no entanto, a decisão costuma ser da Justiça. A polêmica aumentou depois que um relatório do Hospital Masvernat, em Entre Ríos, concluiu que a menina se encontra “em perfeitas condições físicas de enfrentar a gravidez” e que “o feto também está em muito bom estado do ponto de vista clínico”.
O relatório, solicitado pelo juiz Tomaselli, foi rejeitado por diversas organizações sociais. Diferentes projetos para descriminalizar o aborto começaram a ser analisados no Parlamento argentino em 2011, mas as discussões ficaram travadas por falta de apoio.
Fonte: Terra Brasil em 20/01/2012
Campanha Online Relacionada:
Adicione sua assinatura na campanha “Negar un aborto en caso de violación es ilegal” :
http://www.firmasonline.com.ar/peticion/caso-entre-rios-aborto-no-punible/99
Fonte: EXAME em 17/01/2012
Organização Mundial da Saúde marcou uma reunião para discutir como diminuir o número de adolescentes que morrem por complicações na gestação
As complicações na gravidez e no parto são a causa de morte mais comum de adolescentes de entre 15 e 19 anos nos países pobres e em vias de desenvolvimento, onde as gestações precoces também representam um grande impacto nos sistemas de saúde por conta dos problemas sanitários que geram.
Este é um dos temas tratados nesta terça-feira pelo Comitê Executivo da Organização Mundial da Saúde (OMS), reunido nesta semana em Genebra, onde os países-membros buscam fórmulas para frear o elevado número de casos de gravidez precoce.
Os nascimentos de filhos de mães adolescentes representam 11% do total mundial, uma porcentagem que chega a 23% quando são contabilizadas as doenças e problemas de saúde derivados da gestação e do parto.
Além disso, existe uma forte ligação entre a gravidez precoce e os abortos praticados em condições inapropriadas.
Segundo dados de 2008, são praticados anualmente em jovens mulheres de entre 15 e 19 anos de países em desenvolvimento aproximadamente 3 milhões de abortos sem as condições médicas adequadas.
A OMS destaca que a gestação precoce também é perigosa para os bebês, com taxas de morte no parto, na primeira semana e no primeiro mês que são até 50% superiores em adolescentes do que em mulheres de entre 20 e 29 anos.
‘Quanto mais jovem é a mãe, maior é o risco. As taxas de nascimentos prematuros, pouco peso ao nascer e asfixia do bebê são maiores entre os filhos das adolescentes. Todas estas condições aumentam a probabilidade de morte e de futuros problemas de saúde para o bebê’, explica a OMS.
É preciso levar em conta ainda que as adolescentes têm maior tendência ao alcoolismo e o tabagismo do que as mulheres de mais idade, o que incide na saúde dos bebês.
Também foram destacadas as consequências sociais da gravidez na adolescência, especialmente no caso de meninas solteiras, com elevadas taxas de abandono escolar e, portanto, consequências no desenvolvimento educacional e na contribuição ao crescimento da economia.
‘A gestação se relaciona de maneira crescente com um possível motivo de suicídio entre meninas grávidas. Da mesma forma, a gravidez entre meninas solteiras pode derivar em homicídios, sobre a base da manutenção da honra da família’, indica a organização.
Para enfrentar o problema, a OMS recomenda frear os casamentos de menores de 18 anos, reduzir o número de casos de gravidez de mulheres de menos de 20 anos, impulsionar o uso de métodos anticoncepcionais, reduzir o sexo forçado entre adolescentes e combater os abortos em condições inadequadas.
Em 2008, segundo a OMS, houve 16 milhões de nascimentos de filhos de mães de entre 15 e 19 anos, 95% dos quais foram registrados em países pobres e em vias de desenvolvimento.
A taxa global de partos de adolescentes caiu de 60 para cada mil em 1990 para 48 para cada mil em 2007, com índices que variam em função da região do planeta: na Ásia a taxa em 2007 foi de 5 para cada mil e na África Subsaariana, de 121 para cada mil.

A Revista Viração acompanhou o processo da aprovação do eixo 5 no Twitter (@viracao)
Debate no programa Roda Viva na TV Cultura (25/04/2011)


