Campanha das Católicas pelo Direito de Decidir
A interrupção voluntária da gravidez nos hospitais públicos brasileiros, o chamado aborto legal, pode ser realizado quando a gravidez é resultado de uma violência sexual ou quando a mesma coloca em risco a vida da mulher. A despeito disso, conforme constatamos através da pesquisa sistemática realizada em 2006, unidades de saúde de 5 estados da Federação – Roraima, Amapá, Tocantins (região Norte), Piauí (região Nordeste) e Mato Grosso do Sul (região Centro Oeste) – ainda não prestaram nenhum atendimento e/ou não dispõem de nenhum serviço. Verificamos ainda, através de pesquisa IBOPE/CDD, o quase total desconhecimento da população em relação à existência da legislação permissiva sobre o abortamento (56%) e sobre os serviços que prestam atendimento na rede pública de saúde (95%).
Em vista dessa conjuntura a equipe das Católicas pelo Direito de Decidir do Brasil, nos últimos quatro anos vem desenvolvendo o projeto Programa de Abortamento Legal nos Hospitais Públicos, que consiste num grande leque de ações que visam: promover a discussão, por meio de oficinas, assessorias e seminários, com os profissionais de saúde sobre as questões ético-religiosas relacionadas à interrupção da gravidez nos casos previstos em lei; produzir material didático (vídeos, folhetos, cartilhas e livros) que facilite a disseminação de argumentos éticos e religiosos que dêem suporte ao trabalho desses profissionais; atuar junto ao parlamento, em parceria com outras entidades do movimento feminista, para que os direitos das mulheres ao abortamento legal sejam preservados e ampliados; monitorar os serviços de abortamento legal existentes e em implantação no país, com a realização de pesquisas que visaram obter informações sobre o número de serviços existentes, quantos e quais tipos de atendimentos são realizados, qual o perfil das mulheres atendidas e de seus agressores, entre outras informações; e divulgar os direitos das mulheres quanto ao abortamento legal e os serviços já existentes.
Os beneficiários diretos deste projeto são as mulheres brasileiras, principalmente as que são vítimas de violência sexual ou que apresentam gravidez com risco de morte e as mais pobres, que têm menor acesso à informação e aos serviços de saúde.
Se desejar reproduzir o cartaz da campanha e afixá-lo em locais de grande circulação de mulheres, faça o download do arquivo em alta resolução em PDF ao clicar na imagem acima.
Abaixo, spot de rádio criado por Católicas pelo Direito de Decidir,
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