A partir do próximo ano, o Recife vai contar com uma secretaria especial para o cuidado dos temas relacionados à mulher. Militante do movimento feminista há mais de 30 anos, a médica Sílvia Cordeiro foi nomeada pelo prefeito eleito do Recife, Geraldo Julio, para cuidar desta pasta, a Secretaria da Mulher.

Sílvia é coordenadora do Centro das Mulheres do Cabo, e integra a Rede Mulher e Democracia do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social do Governo de Pernambuco.

Para ela, a grande novidade da pasta vai ser a implantação do Hospital da Mulher. “A unidade será estratégica para receber as pacientes e tentar atender a questão da saúde mental, violência, gravidez de alto risco, tratamentos de fertilidade, entre outros”, afirma. A futura secretária conta que vai trabalhar ao lado da Secretaria da Saúde para cuidar da população feminina do estado.

A secretária não pretende agir, no entanto, apenas no âmbito da saúde. A cultura também é muito importante para Sílvia Cordeiro. “A primeira providência vai ser o carnaval. O bloco ‘Nem com uma flor’ é histórico e importante para levar questões de prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres”, afirma.

Na questão trabalhista, a secretária defende que não vai faltar estímulo. “Vamos capacitar, tentar fazer organizações de mulheres que trabalhem na temática de economia criativa e incentivá-las a ter independência financeira”, explica.

“Não será uma Secretaria longe das mulheres. Vamos trabalhar em canal aberto. Será um trabalho muito intenso para que a Secretaria tenha sustentabilidade e isso só vai acontecer quando a sociedade copmreeender a importância de políticas de gênero”, conclui.

Fonte: http://g1.globo.com/pernambuco/noticia/2012/12/futura-secretaria-da-mulher-do-recife-diz-que-capacitacao-sera-prioridade.html (G1 PE em 18.12.2012)

“Acho que a mãe, a gestora, aquela que está ali com a criança na barriga, deve ter a palavra final sempre, porque só ela deveria ser a pessoa a decidir o que vai acontecer: O corpo é dela, a gravidez é dela, acontece dentro dela, vai mudar a vida dela”, opinou a atriz Carolina Dieckmann sobre o aborto. (Fonte: Virgula em 11.12.2012)

“Acho uma grande ignorância o aborto não ser legalizado. Nunca tive de fazer um aborto, mas acredito que um filho que a mulher não tenha vontade de ter não pode vir ao mundo. Temos de ter o direito da escolha”. afirmou a atriz Giovanna Antonelli (Fonte: Marie Claire em 26.10.2012)

Mais informações através do link:
Carolina Dieckmann confessa ser a favor do aborto e que não se importa com a fama de antipática (Hoje em Dia em 11.12.2012)

A Secretaria de Políticas para as Mulheres quer intensificar o atendimento às mulheres vítimas de violência nas fronteiras do país. De acordo com a ministra da pasta, Eleonora Menicucci, o governo brasileiro vai abrir, no início do ano que vem, mais três unidades dos Serviços de Atendimento Binacional que, em parceria com governos vizinhos, oferece assistência especializada às migrantes que sofrem violência.

A ministra informou que as unidades serão implantadas em Corumbá (MS), na fronteira com a Bolívia; em Santana do Livramento (RS), próximo ao Uruguai; e em Brasileia (AC), perto da Bolívia.

“Uma das ações prioritárias de minha gestão é o atendimento às mulheres vítimas de violência nas nossas fronteiras, principalmente nas secas. Por meio do serviço, há ações de prevenção e de capacitação das pessoas que trabalham nas delegacias locais para o apoio especializado a essas mulheres, e o repatriamento das vítimas”, enfatizou, ao participar  do 2º Encontro de Parceria Global Pelo Fim da Violência Contra a Mulher, ontem (28) em Brasília .

Segundo Eleonora Menicucci, o Brasil tem atualmente unidades semelhantes em Pacaraima (RR), na fronteira com a Venezuela; no Oiapoque (AP), próximo à Guiana Francesa; e em Foz do Iguaçu (PR), na tríplice fronteira, entre Paraguai, Argentina e Brasil.

Durante o evento, a ministra destacou, como parte das ações de proteção às brasileiras no exterior, o Ligue 180, que há um ano atende vítimas de violência na Espanha, em Portugal e na Itália.

Levantamento da pasta indica que, de janeiro a outubro, o serviço recebeu 62 ligações procedentes, das quais 34% vindas da Espanha, 34% da Itália e 24% de Portugal. A maior parte dos atendimentos (35%) correspondia a relatos de violência, 4% a tráfico de pessoas e 2% a cárcere privado. De acordo com a ministra, foi identificado um alto percentual (22%) de pedidos de informação relacionado ao sequestro internacional de crianças.

Ela informou que a partir de uma denúncia recebida pelo Ligue 180 foi possível desarticular, este ano, juntamente com a Polícia Federal e o Ministério da Justiça, uma quadrilha de tráfico de mulheres que atuava em Ibiza, na Espanha.

“Um casal, em que a mulher era brasileira e o marido alemão, mantinha em cárcere privado 27 mulheres, entre brasileiras e de outras nacionalidades. Conseguimos desarticular o esquema e todas elas foram repatriadas”, disse, acrescentando que o governo pretende estender o serviço a outros países, ainda não definidos.

Dados do Ministério da Justiça revelam que, em seis anos, quase 500 brasileiros e brasileiras foram vítimas do tráfico de pessoas. Do total, 337 casos, que representam mais de 70% dos registros feitos de 2005 a 2011, referem-se à exploração sexual. O diagnóstico aponta que o Suriname, que funciona como rota para a Holanda, é o país com maior número de ocorrências, com 133 casos, seguido da Suíça, com 127. Na Espanha, o número de vítimas brasileiras chegou a 104 e, na Holanda, a 71.

Fonte: Agência Brasil via Olhar Direto em 28 de nov. 2012

A Saúde da Mulher e Direitos Sexuais e Reprodutivos -  tema de encontro realizado nessa quarta-feira (28/11), pelo Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes) na Bahia. A mesa de discussão acontece às 19h, na Biblioteca Pública dos Barris, em Salvador. Aberto ao público, o evento contará com as presenças da superintendente de Atenção Integral à Saúde (SAIS), Gisélia Santana, e da pesquisadora do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Estela Aquino.

Durante o ano de 2012, o Cebes Bahia realizou diversos encontros para discutir temas relacionados à saúde. Para o a mesa redonda da quarta-feira, foram convidados representantes dos movimentos sociais e feministas, além de pessoas que se aproximam da temática da saúde e que tem história de luta no campo dos direitos das mulheres.
 
De acordo com Liz Aquino, membro do Cebes Bahia, o evento é fundamental para a discussão da saúde, principalmente quando é abordada a saúde da mulher na perspectiva dos direitos.

“Estamos no período em que está sendo discutida a questão da violência contra a mulher. No último domingo, foi comemorado o Dia Internacional da Não-Violência contra as Mulheres. É com esse enfoque que trabalharemos durante a mesa redonda”, afirma.

Segundo ela, o encontro vai apontar a forma como a mulher é tratada dentro dos serviços de saúde e a violência institucional que acontece com as mulheres.

“Vamos tratar ainda da necessidade de refletir sobre o aborto como uma questão de saúde pública e a falta de assistência as mulheres em situação de abortamento, sendo responsável por um índice gigantesco de mortalidade das mulheres jovens, principalmente no nosso estado e em Salvador. O encontro é um marco na discussão da saúde da mulher”, finaliza.

Situação Prisional
 Dentro das atividades da Campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra as Mulheres, será realizado um seminário sobre a realidade do público feminino em situação de prisão e os desafios para o sistema prisional da Bahia. O encontro acontece nesta quarta-feira (28/11), no Ondina Apart Hotel, em Salvador.
 
Promovido pela Secretaria Estadual de Políticas para as Mulheres (SPM), em parceria com a Secretaria Estadual de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap), o encontro contará com a participação de especialistas dos temas da saúde da mulher e das políticas de gênero e raça.
 
Dados da Seap informam que, no mês de novembro, 177 mulheres estão custodiadas no Conjunto Penal Feminino, em Salvador. O seminário vai ampliar as discussões sobre a situação das internas e potencializar medidas que garantam os direitos essenciais das presas, incluindo o atendimento de demandas nas áreas de educação, mercado de trabalho, manutenção dos vínculos familiares e afetivos, entre outras.

Fonte: Portal Vermelho em 27 de novembro

Leia a íntegra do voto do ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal, no julgamento da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 54, que discutiu a interrupção terapêutica de parto de fetos com anencefalia. A ação, ajuizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde (CNTS), foi julgada em abril deste ano. Por maioria, o STF declarou a inconstitucionalidade de interpretação segundo a qual a interrupção da gravidez de fetos anencéfalos é conduta tipificada nos artigos 124, 126 e 128, incisos I e II, do Código Penal.

 Íntegra do voto do ministro Celso de Mello em PDF publicada no site Notícias STF em 16/11/2012

Veja o post com votos de outros ministros através do link:  
http://www.abortoemdebate.com.br/wordpress/?p=3585

Categorias

Galeria

fotos_agbrasil_josecruz 4138306512_5feff3ee83_o

Vídeos Recomendados

Vai Pensando Ai e o Caso de Alagoinha

Flash plugin required

Twitter

    Petição contra o ESTATUTO DO NASCITURO